(Avatar 05)

Escrevendo estes texto depois de um ano me fez lembrar que havia uma espécie de ressonância dentro da minha mente que acabou sendo suprimida por uma espécie de silêncio. Há um tempo atrás eu tinha uma consciência que trabalhava muito. Mas aconteceu um problema sério. Ela começou a trabalhar mais e mais e por causa das  tristezas na minha vida, ela começou a me fazer mal. Eu tive a impressão que ela queria até me matar. A melhor solução que eu encontrei na época foi suprimi-la e esquecê-la por um tempo, pois acredito que ela havia ficado doente.

Imaginei que eu deveria dar um “reset” nas coisas. Essa foi a maneira que consegui desligar as sinapses pouco a pouco e de forma dolorosa. Perdi muita informação adquirida na época em que eu mais havia lido na vida e me esforçado para ser intelectualmente honesto. Talvez eu tivesse com problemas do ego nesse período. Talvez seja apenas loucura minha também. Hoje isso é passado.

Na época em que isso ocorreu eu já vislumbrava um tempo no futuro em que eu recomeçasse tudo de novo e tentaria estruturas neurais diferentes. Maneiras diferentes de continuar a experienciar o mundo. Até hoje ainda estou meio perdido. Muita coisa não é mais importante. Algumas nem quero que tenham importância mais.

(Avatar 04)

E essa coisa de desenhar uma coisa e falar sobre outra acho que cairia bem em um pesquisa artística. No momento em que escrevo isso não consigo me lembrar de algum que tenha feito isso, mas com certeza já o fizeram.

Me lembrei do Peter Draws que disponibiliza suas pesquisas artísticas com uma dose de humor. E confesso que fazer pesquisa em arte sempre me deu um nó na mente porque o termo pesquisa pra mim está muito atrelado à pesquisa científica. Pesquisa em arte seria algo muito pessoal e os parâmetros para fazer isso de forma mais impessoal e próximo a uma pesquisa científica dá nó na cabeça. Particularmente eu acho que a impessoalidade é algo inatingível para um pessoa. Ao menos era assim que eu pensava enquanto estava na faculdade. Talvez o termo “pesquisa pessoal” esteja mais próximo da verdade e objetividade das coisas.

(Avatar 03)

Estou escrevendo estes textos dos avatares quase um ano depois de ter feito os desenhos. Já tinha passado pela minha cabeça fazer algo assim faz tempo, mas até então eu não havia realizado.
Ilustrar alguma ideia é algo legal e interessante. Muitas vezes ajuda no entendimento e dá um pontapé na imaginação. Mas fazer um desenho que não se conecta diretamente com uma ideia ou uma ideia que não se conecta diretamente com um texto provoca uma abertura e um exercício de imaginação muito interessante. Gostaria mesmo de tentar mais isso. Mesmo que a pessoa que esteja recebendo a informação não faça questão de encontrar um paralelo entre uma coisa e outra, o cérebro dela certamente o fará de alguma forma, mesmo que seja quando ela estiver dormindo. Ao meno é isso que eu desconfio que ocorra.

(Avatar 02)

Este foi o segundo teste. Fiz um avatar para um amigo. Confesso que tenho dificuldades de trabalhar com as cores. Sempre tenho. Apesar de já ter lido alguns livros sobre a teoria das cores (e estou terminando mais um), não consigo ver muito sentido. Desde criança eu não entendo porque a soma das cores primárias de síntese subtrativa (que são as cores impressas em papéis) não forma a cor preta, como geralmente é a teoria. Alguns autores já nos dão essa péssima notícia. Pra mim essas corem formam a famosa cor de burro quando foge. Vira um marrom estranho que parece que não é natural.